《Quem Ri Por Último Ri Melhor》CAPÍTULO TREZE
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Segunda-feira. O alarme toca. Eu levanto. Tomo banho. Visto uma camisa xadrez marrom e uma calça jeans larga, junto com um par de tênis velhos. Me preparo para mais um dia de sofrimento no colégio. Me lembro de Liz. Sorrio. Me lembro de Avan. Sonhei com a vez que ele quase quebrou o meu nariz. Fechei a cara. Então, me lembrei de Lauren. Fiquei determinado.
Dei bom-dia a Vic e a mamãe, peguei minhas coisas e fui esperar por Vic lá fora, na varanda, como sempre faço. Ela havia melhorado um pouco de sua gripe e resolveu ir à aula. Depois de uns dez minutos, ela apareceu, bem a tempo de pegar o ônibus.
Desembarcamos na escola, e a primeira coisa que vimos foi Avan encostado em uma árvore, abraçando Liz, ao lado de Liam e Justin. Depois do abraço, Liz deu a mão à Liam.
Victoria queria ir até eles e xingá-los pelo acontecido na festa, mas não permiti. Não precisava de mais uma surra, ou seja lá o que fossem fazer comigo.
-Olá, meus jovens – Lauren disse, aproximando-se de nós.
-Olá – eu e Vic respondemos.
Lauren abraçou Vic, perguntando se ela já estava melhor e em seguida veio até mim, me dando um abraço também. Havia quanto tempo que eu não abraçava uma garota além da minha irmã? Eu não sei, mas foi um excelente abraço. Vi Avan olhando para nós ao longe, e sabia que mais cedo ou mais tarde ele iria fazer ou falar algo comigo, ou até mesmo com Lauren.
-E então – virei-me para Lauren – o que temos para hoje?
-Casa, sono e muito videogame – eu ri.
-É o que ele sempre faz – Vic disse.
Fiz uma careta. Não era verdade. Quer dizer, em partes. Nem sempre era videogame, as vezes eu lia também.
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O sinal tocou para entrarmos em nossas salas, e nós três fomos andando pelos corredores maléficos daquele lugar. Infelizmente, Lauren tinha ficado no 3°B, ou seja, nem na minha sala, nem na sala da Vic.
Lauren beijou a bochecha de Vic, que estava entrando na sala, veio até mim e sussurrou no meu ouvido, que ela tinha que ficar bem nas pontas dos pés para alcançar:
-Quero falar com você depois.
-Ok – eu respondi e entrei na minha sala.
A aula foi normal. Inglês com o professor Raphael, geografia com a senhora Marisa. Bolinhas de papel, tapas na minha cabeça e sussurros de "Matt tem uma namorada" por toda a aula. No intervalo, Vic foi apresentar Lauren a outras pessoas e eu comprei um bolinho e me sentei no meu canto sozinho, onde ninguém me incomodaria, atrás da escada de incêndio do colégio.
O sinal que marcava o fim da aula tocou, e Vic e eu fomos para o ponto esperar o ônibus, enquanto Lauren subiu em uma moto preta, turbinada, e foi embora pilotando.
-Aí, Matt! Curti a moto da sua namoradinha – Avan disse, fazendo gestos de moto e depois fazendo curvas com as mãos, referindo-se ao corpo de Lauren.
-Ela não é minha namorada, otário! – Eu respondi.
Usei as palavras erradas. Avan veio pra cima de mim, pegou meu colarinho e me jogou contra uma parede.
-O que você disse, nerd? – Ele falou bem perto do meu rosto.
Victoria gritou pedindo para ele parar.
-Para! Você vai machucar ele! Por favor!
Avan olhou pra ela.
-Só se você me der um beijinho, gostosa – ele disse de modo asqueroso, mandando um beijo para minha irmã.
Meu sangue ferveu. Empurrei-o para longe de mim, usando toda a minha força.
-Respeita a minha irmã, babaca!
Parti para cima dele, pegando seu braço e falhando miseravelmente na tentativa de dar-lhe um soco, sendo empurrado por ele e caindo de costas na grama. O que eu estava fazendo? Nem nos meus sonhos eu tentaria bater em Avan, pois ele é bem mais forte do que eu. Mas, naquele momento, não me importei. A essa altura, uma pequena roda estava em volta de nós 3 – eu, Avan e Victoria. Liz estava no meio da roda, gritando encorajamentos para Avan.
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Avan olhou para ela, deu uma piscadela e veio para cima de mim de novo. Me levantou pela camisa suja de grama e me jogou contra a parede de novo.
-Para, Avan! – Victoria já estava chorando.
Ele nem olhou pra ela dessa vez.
-Escuta aqui, seu inutilzinho de merda, a próxima vez que você me chamar de otário, você vai parar num hospital, ok? Esteja avisado.
Ele me soltou e virou de costas, mas então, tão rápido quanto um raio, ele se virou novamente e acertou um soco em minha barriga. A multidão se desfez tão rapidamente quanto tinha se formado, e só sobraram eu e Victoria. Eu estava no chão, tentando recuperar o ar que o soco de Avan tinha me tirado.
-Matt! Matt! Olha pra mim! Você tá bem? – Ela estava desesperada.
Olhei para ela.
-Tô bem, Vic, não se preocupe.
Mas, quem estava preocupado era eu. Vic só tinha visto eu apanhar uma vez, e pude enxergar nos olhos dela que ela sentia tanta dor quanto eu. Ela me ajudou a levantar, queria que eu fosse ao hospital, mas estava tudo bem. Victoria sempre foi superprotetora e exagerada.
-Bom - eu disse, já quase que totalmente recuperado. – Nessa brincadeira nós perdemos o ônibus. Vou chamar um Uber.
Ela concordou e, com 10 minutos, estávamos em casa novamente. Não demonstrei sinais de que tinha brigado na escola aos meus pais, que estavam na cozinha quando chegamos, mas Victoria não escondia tão bem quanto eu.
-Filha, tá tudo bem? Você tá pálida, está passando mal de novo? – Mamãe perguntou, já colocando a mão na testa de Vic.
Ela olhou de relance para mim antes de responder:
-Não é nada, mãe. Só estresse da escola.
Mamãe assentiu e eu e Vic subimos as escadas. Quando chegamos no andar de cima, Vic virou-se para mim. Ela não tinha falado uma palavra desde que entramos no Uber.
-Você tem certeza que tá bem, Matt?
-Vic, eu tô ótimo. Já passei por coisas piores e você sabe disso
-Sim, eu sei, mas hoje eu me assustei. Pensei que Avan ia fazer algo pior – ela respondeu.
-Certo. Eu nunca deveria ter falado com Avan daquele jeito, não na sua frente. Mas ele me cansou. Primeiro fazendo piadinhas com Lauren, depois mexendo com você. Não deu pra segurar. Desculpa, isso não vai se repetir. Pelo menos não na sua frente – dei um sorriso.
-Besta – ela também sorriu e foi para o quarto dela.
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